Paixões ocultas: Documentários
Uma coisa difícil de se arrancar de mim são as coisas que eu
gosto. Eu meio que escondo elas para mim, não, por não gostar de compartilhar
meus fascínios, mas sei lá, gosto de manter a coisa para mim só, acho que elas
irão me julgar por causa dos meus gostos, eu sei que isso é a maior bobeira do
mundo, se você gosta, fodasse o que o outro pense, mas gosto de mante-las em
meu espaço próprio. É ruim? É, mas fazer o que, sou introvertido pa krl.
Um desses meus fascínios é documentários, não sei porque de
um tempo para cá eu venho vendo cada vez mais documentários, não tem nenhuma
razão por causa disso, comecei a ver um ou outro no Netflix e pronto comecei a ver
vários outros. Eles me atraem por algum motivo, não sei se é pelo tom real, ou
a produção, os comentários, só sei que se eu estiver de bobeira num domingo à
tarde, prefiro ver algum documentário a um serie ou filme. Enfim o mais recente
que eu vi foi o da ESPN sobre Boston and Lakers, Best of Enemies, E PQP QUE
DOCUMENTARIO DA POORRA.
O documentário começa na década falando sobre a década de
60, onde o Boston foi dominante, não existia ninguém que batesse os verdes da época,
mas essa não é a única temática que o documentário mostra. Apesar do time do
Boston ser dominante na época, não lotava os ginásios, o time dava espetáculo e
a torcida não comparecia, Bill Russell, o craque negro, uma coisa rara de se
ver naquela época, principalmente em Boston falou que a melhor torcida estava
no banco, pois a cidade não se importava com o Basquete, que tinha um negro na
equipe. E o Lakers na época? Ficavam put*s com o que Boston fazia, pois mesmo
eles montando um grande time não foram capazes de deter o time de Boston. E o sentimento de raiva dos jogadores e da
torcida so crescia em relação ao time dos Celtics.
Na década de 70, o clima ficava mais tenso no basquete, além
do racismo que já era grande, as drogas começaram a aparecer no noticiário e se
você junta, Negro+Dinheiro+Drogas num país que estava com o racismo la em cima,
não é preciso pensar muito para ver o que a mídia fazia disto né.
O racismo era evidente nos anos 70 e nas duas cidades eram
diferentes também. Na california o racismo era grande notório e tinha um cara
que a mídia odiava, porém não podia falar nada pois ele era o cara, seu nome?
Kareem Abdul-Jabbar, ele era como se fosse o “negro nervoso” aquele cara que
abraça sua raça, não gostava da mídia, ele queria falar pelo seu jogo próprio e
não pelo seu tom de pele. Mas enquanto a Califa tinha esse cara, Boston vivia
um caos em termos de racismo, o clima lá realmente era pesado. Eles mostram uma
foto de um cara negro sendo atacado por uma bandeira americana com uma ponta, a
famosa uma foto que fala mais que mil palavras. Para tentar diminuir o estrago
o time de basquete recrutou alguns negros para ver se as coisas diminuíssem um
pouco, mas quando os resultados não vieram... bem você pode imaginar o que
acontece.
Foi na década de 80 que a rivalidade dos 2 pegou fogo, com o
Trash talkers x Showtime, Larry Bird contra Magic Johnson. Um final entre os
dois times era basicamente uma final de libertadores entre Corinthians contra
São Paulo, um clima de guerra. Para se ter ideia de uma coisa, tinha jogos de
final de conferencia ainda na metade e a torcida do Boston já gritava BEAT LA,
com o jogo ainda rolando, ou seja, era um clima de guerra. Mas este clima não
ficava só dentro de campo, era um clima de guerra racial em todo os EUA, pois
se você fosse branco, muito provavelmente você torceria pelo Boston, pelo Bird,
aquele que a torcida chamava de White Hope, se você fosse negro, torceria pelos
Lakers, pelo showtime que Magic e sua equipe fazia. O Lakers dos anos 80 foi o
time que iniciou o que é os jogos da NBA atualmente, com todo seu atrativo,
cheerleaders e eventos, enquanto o Boston representava o basquete antigo, e que
era no fundamento, aquele mais preso. Ou seja, eles eram totalmente opostos, em
todos os sentidos opostos e por causa eles se odiavam por tudo, Magic Johnson
falou no documentário que se tem uma coisa que ele odeia na vida é o Boston
Celtics.
O documentário mostra que não era só simplesmente uma
rivalidade que ficava dentro do ginásio, não, era algo grandioso, era um jogo
que envolvia muito mais fatores do que aqueles que estavam dentro de campo, era
algo que claramente dividiu os EUA. Se você procura algo para entender como e o
porquê do basquete ser o que ele é hoje, você tem que ver o documentário da
ESPN, BOSTON LAKERS: Best of enemies.
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